quarta-feira, 12 de maio de 2010

GATINHO


Um gato foi salvo de um incêndio nos Estados Unidos. O bichinho inalou fumaça e foi reanimado com oxigênio pelo bombeiro que o salvou.

COMEDIA


EU ADORO LER



O Pequeno PríncipeAntoine de Saint-Exupéry(...) "E foi então que apareceu a raposa:- Bom dia - disse a raposa.- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...- Quem és tu? - perguntou o principezinho.- Tu és bem bonita.- Sou uma raposa - disse a raposa.- Vem brincar comigo - propôs o princípe- estou tão triste...- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.- Ah! Desculpa - disse o principezinho.Após uma reflexão, acrescentou:- O que quer dizer "cativar"?- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?- Procuro amigos - disse. - Que quer dizer cativar?- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...- Criar laços?- Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessiddade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...Mas a raposa voltou a sua idéia:- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:- Por favor, cativa-me! - disse ela.- Bem quisera - disse o principe - mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!- Os homens esqueceram a verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

DIVERTIDO





O APANHADOR DO CAMPO CENTEIO


Medo, insegurança, pureza, conflito e, sobretudo juventude. Particularidades do comportamento humano em um momento único na vida de todos os indivíduos. Esse foi o recorte escolhido pelo nova-iorquino Jerome David Salinger ao retratar Holden Caulfield – um adolescente de dezessete anos à beira de um ataque de nervos.O impactante romance “O Apanhador no Campo de Centeio” publicado no início dos anos 50, se por um lado celebrado como a bíblia da juventude, também causou polêmica por parte de críticos que não o consideraram uma obra literária de importância – por sua linguagem jovial recheada de gírias e palavrões que fazem parte da realidade da rapaziada. Controvérsias à parte, o fato é que Salinger deu voz a quem não tinha vez: o jovem, em plena geração pós-segunda guerra. Ninguém havia escrito sobre a juventude de tal forma, ou melhor, havia descrito a juventude – suas dúvidas, maluquices, receios, inconformismos, enfim, o autor plantou ali a semente da rebeldia que viria a se fortalecer ainda mais com a geração beatnik, poucos anos após a publicação de “THE CATCHER IN THE RYE”.Salinger foi inovador ao chegar tão perto da existência e confusão de ser jovem, ao criar sua personagem – nosso ANTI-HERÓI – Holden Caulfield; um cara nada confiável, reprovado na escola, contestador, mentiroso, inteligente, sensível e muito cínico. Holden conquistou gerações – até hoje, em todo o mundo. Seu criador, no entanto, se tornou um mistério, com todo o sucesso de sua obra, Salinger fugiu dos holofotes, refugiando-se da sociedade, não dá entrevistas e muito menos permite ser fotografado, no duro.Criador e criatura estão muito próximos, Holden nos conta em alguns trechos de seu desejo de ir para o Oeste, morar numa cabana, isolar-se – possível influência de Thoreau e Whitman – como fez seu inventor. Além disso, o inquieto Holden detesta cinema, assim como J. D. Salinger que até hoje não autorizou a adaptação para o cinema de sua maior criação. Tem mais, o autor serviu o exército na Segunda Grande Guerra – um breve comentário de Holden acerca de “Adeus às Armas” de Ernest Hemingway, livro que trata entre outras coisas, da Guerra Espanhola: “tinha no livro um sujeito chamado Tenente Henry que era considerado um bom sujeito e tudo. Não sei como o D.B. podia detestar tanto o exército e a guerra e tudo, e ao mesmo tempo gostar de um cretino daqueles”.Em uma leitura superficial, pode-se resumir o romance como a passagem de um final de semana da vida de um jovem: não se sabe especificamente onde ele se encontra, mas sabemos que está sob tratamento mental em alguma instituição. A história de Holden é narrada a partir de um sábado na escola Pencey, na qual foi reprovado em algumas matérias e expulso. A caminho de casa, antes do tempo e sem o conhecimento de seus pais, Holden nos conta das pessoas que procurou, das que encontrou, dos novos lugares, sempre contando histórias, mentiras e criticando a todos, até encontrar-se com sua irmã mais nova Phoebe, em Nova Iorque.Ingenuidade do leitor que não percebe a grande trajetória em questão. Holden Caulfield não é apenas um adolescente chato, mal resolvido e mal humorado. Ele é a passagem da infância para o mundo adulto e suas responsabilidades. E esse é o seu maior MEDO. Para o jovem rapaz, os adultos são falsos e mentirosos, perderam a inocência e a honestidade que as crianças têm. Holden diz que os adultos são falsos, ok, mas não percebe que ele mesmo está o tempo todo criticando e mentindo para as pessoas – é a forma que encontrou para se proteger, por se achar único, o que justifica o uso diário de seu chapéu de caça.Numa tentativa fantasiosa para se justificar o garoto Caulfield inventa dois mundos: o da hipocrisia adulta e o da inocência infantil, querendo de qualquer forma permanecer puro – mesmo já corrompido por seu cinismo – essa fantasia fica clara quando Holden conta à Phoebe sobre sua vontade de ser o apanhador no campo de centeio: “fico imaginando uma porção de garotinhos brincando no campo de centeio. Milhares de garotinhos e ninguém por perto. Eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo”. O diálogo entre os irmãos no qual Holden conta de seu desejo imaginário é a melhor sacada do livro, o título – inspirado num verso do poeta Robert Burns – e porque não dizer poético, é a metáfora desta transição tão temida por Caulfield. Ele estaria ali evitando que a inocência fosse perdida num abismo. Perder a pureza é tão ruim quanto cair num abismo, não tem volta.

"o LIVRO "O VIDEIRINHO EO REINO FAZ DE CONTA


Houve um tempo em que se militava neste ou naquele Partido porque se queria lutar por isto ou aquilo. Geralmente motivações importantes, tipo mudar o mundo e assim. Chegava-se por convite de quem estava, às vezes por iniciativa própria e, depois de um rigoroso escrutínio dos quadros, tarimbava-se...
Formado num outro tempo onde, noutros lados, até se recomendava internamente que só fossem aceites os melhores filhos e filhas do povo, os de comportamento, digamos, exemplar, acertado e imaculado, no emprego, na rua, na escola, no bairro e na família. Era assim, nos finais do século XX, antes da modernidade por assim dizer.Intriga-me e ainda não tenho cabal esclarecimento sobre o que leva alguém a ser hoje convidado para aderir a um Partido. Que critérios, que exigência, que competência, que desafios ...
O País interroga-se tanto sobre a qualidade (intelectual e política) dos deputados, que é interessante ter como elemento informativo que, ao mais alto nível de decisão, o critério de escolha dos representantes que agora impera é o grau de conhecimento que, quinhentos cidaddãos, deles possam ter.
Delirante. Ver AQUI e, sobretudo, AQUI

"PRA DESCONTRAIR "


"Eu às vezes fico a pensarEm outra vida ou lugarEstou cansado demaisEu não tenho tempo de terO tempo livre de serDe nada ter que fazerÉ quando eu me encontro perdidoNas coisas que eu crieiE eu não seiEu não vejo além da fumaçaO amor e as coisas livres, coloridasNada poluídasAh, Eu acordo prá trabalharEu durmo prá trabalharEu corro prá trabalhar"

A paixão tem que sobreviver ao amor sólido. Porque saber do amor não é o mesmo que sentir o amor. Somos feitos de sentimentos, de sangue quente correndo pelas veias e sonhos permeando a alma. Não nos percamos nas incertezas do futuro e façamos do presente o momento único e inexplorável. Nos permitamos o agora, porque são de agoras que nascem os amanhãs. Não nos escondamos nas distâncias para justificar ausências e na falta de tempo para explicar a falta de carinho e cuidado. Não nos deixemos para depois. Nos amemos com urgência, como se hoje fosse o único tempo possível para saciar todas as carências do corpo e da alma. Sejamos pacientes e tenhamos os ouvidos atentos aos sussurros dos medos que, mesmo bobos, nos impedem de caminhar. Tenhamos fé no que vivemos, no que poderemos viver e a consciência de que é preciso mais do que a certeza do amor para continuarmos a nossa jornada. Sejamos francos e sinceros, mesmo nos piores defeitos. Nos amemos nos piores defeitos e não façamos do abençoado corriqueiro. Entendamos a beleza do que nos une e saibamos que o milagre não vem de fora pra dentro. Ousemos dar sempre o primeiro passo para o encontro. Desafiemos nossas certezas para que possamos ver nossa história de um ângulo novo, de perspectivas inéditas. Saibamos que não somos perfeitos, mas tentemos ser melhores um para outro todos os dias. Estejamos realmente juntos, em sintonia, e saibamos respeitar as diferenças e os momentos de individualidade. Não nos afastemos tanto para que não percamos pelo caminho. Não nos percamos nos compromissos do dia e nas formalidades da rotina. Não nos deixemos de lado, para depois. Não nos apoiemos no amor para justificar as falhas, porque o amor não deve ser uma justificativa. Saibamos que o amor é a causa e, por ele, assumamos todas as conseqüências. Tenhamos criatividade para surpreender e encantar os olhos que são a boca da alma. Entendamos a diferença entra falar e conversar e realmente estejamos preocupados em ouvir. Ouçamos, mesmo as lamentações e os silêncios. Lutemos contra nossos fantasmas e sejamos os primeiros a defender a nossa história, até de nós mesmos. Lembremos de como éramos tristes e sozinhos antes do nosso encontro e tenhamos força para que nossos caminhos sigam por estradas felizes. Saibamos nos colocar no lugar do outro, sem que isso signifique perder a nossa identidade. Lembremos que nos apaixonamos pelo que éramos e demos as mãos pelo que poderíamos ser juntos. Tenhamos flores nas mãos para enfeitar o nosso jardim e amor o suficiente para chegar ao fim do inverno. Cresçamos na dificuldade e tenhamos coragem para admitir que também mudamos. Saibamos demonstrar nossos sentimentos para que nos sintamos sempre amados e desejados e, acima de tudo, seguros de nós mesmos. Estejamos lado a lado por opção e não por medo da solidão. Sejamos maduros para distinguir exageros e sentimentos verdadeiros. Não duvidemos dos sentimentos do outro. Acreditemos em nós mesmos, mesmo que isto signifique duvidar da nossa história. Sejamos limitados, humanos sem que isto nos torne mesquinhos e descrentes. Busquemos o que nos faça feliz, real e plenamente. Torçamos pela felicidade do outro e saibamos a hora de ser âncora e trampolim. Levemos planos adiante, tracemos metas e rotas para alcançar nossos objetivos. Respiremos amor e guardemos em nós a melhor imagem do outro para que ela nos acompanhe nas horas mais difíceis. Suportemos as tempestades para estarmos juntos quando o arco-íris colorir o céu. Que não nos falta vontade. Que saibamos envelher juntos e, mais ainda, que saibamos rejuvenecer juntos. Sejamos o arco-íris. Amém.

A gente nasce é pra ser feliz. A gente nasce é pra correr atrás dos sonhos, pra voar alto, para ganhar o mundo. A gente foi feito de amor, com amor, com prazer, com sangue quente e com suor. É por amor que a gente deve viver até as últimas conseqüências. A gente nasce é pra ser feliz e a gente não deve tornar a felicidade algo difícil. Ser feliz pode ser fácil ou, pelo menos, não tão difícil quanto a gente pensa. A gente foi feito pra mudar de opinião, pra mudar de idéia, pra experimentar vidas novas e novas possibilidades. Vale pro corte de cabelo, pro decote mais ousado, pro esmalte mais forte, pro que a gente sente também. A gente foi feito é pra girar com o mundo, ver de perspectivas diferentes e estar onde nunca esteve.. A alma se alimenta de novas experiências e gosta de provar de todos os temperos. A gente não gasta, a gente não quebra, a gente não morre por viver. Ta, ok. A gente se cansa, a gente arrebenta a cara, mas a gente continua vivo e depois de um dia atrás do outro, depois das noites insones e das lágrimas sem fim, deve experimentar um novo jeito de sorrir, um novo jeito de vestir, um novo jeito de amar a gente mesmo. O final a gente já sabe como vai ser. Por isso que eu tenho acreditado que eu quero é viver muito, muito, até morrer. Vou levando a vida sem deixar que ela me leve completamente. Vou levando a vida, alternando lágrimas e sorrisos e buscando ser feliz, sem tantos medos, sem tantas obrigações, sem tantas satisfações, sem tanta culpa. Quero é ser feliz, mesmo nas minhas tristezas, porque vou estar tentando sempre. Não nasci pra ser reta e quero entrar em cada curva com novas esperanças. Vou estar pronta para o próximo passo, mesmo estando de olhos vendados, vou estar pronta para próxima dança e evitar pisar nos meus próprios pés. Nasci pra ser feliz e vou buscar minha felicidade, vivendo o que eu acredito, sendo fiel ao que eu sinto e me encantando com simples prazeres... Vou me descobrir pelo caminho, me reinventar quantas vezes for preciso. Porque hoje eu acordei disposta a ser feliz. Acordei achando a vida muito especial e muito boa para ser desperdiçada. Sem nenhum motivo especial além da vida...
Há pessoas que vivem naquilo a que arrisco chamar de superficialidade. Pessoas que não sentem qualquer necessidade de canalizar emoções, de as filtrar, entender, viver, reviver ou reinventar. Pessoas que conseguem viver sem música, livros, poesia, dança, paisagens, conversas intensas, nós na garganta ou suspiros. Essas pessoas comem, dormem, trabalham, têm filhos, sogras e genros, eventualmente apaixonam-se e são até felizes. No entanto, se tentamos ver um pouco mais para além do que está à tona, descobrimos que não há absolutamente nada de interessante. Que os desejos foram moldados, as ambições são lugares comuns e os passatempos são clichês. Todos os dias me cruzo com pessoas assim e me interrogo sobre o porquê dessa falta de sensibilidade. Não precisamos todos de ser artistas ou incompreendidos, o mundo tem sofredores e sôfregos de sobra. Mas nada me entedia mais do que a pessoa que não tem a capacidade de parar e... sentir.

"O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam."

Uma hora você tem que tomar uma decisão. As fronteiras não mantêm as pessoas para fora, elas te prendem dentro de si. A vida é confusa mesmo, é assim que fomos feitos. Então você pode desperdiçar sua vida desenhando linhas ou então você pode viver cruzando-as.
Mas há algumas que são perigosas demais para serem cruzadas.
E aí vai o que eu sei: se você estiver disposto a jogar a preucaução pela janela e se arriscar, a vista do outro lado é espetacular
"Sou a existência de um sonho... Eu sou eu dentro de mim, e dentro de ti, quem sabe dentro de um mundo onde as borboletas nadem e estrelas do mar flutuem"


Nem sempre o que mais reflete luz
e domina o ambiente
é o que toca no coração da gente.
No mundo eletrônico de hoje
As imagens dominam tudo
E fazem todas as coisas
Passarem rapidamente.
No entanto, há coisas que são
tão preciosas e permanentes:
a água, a foto antiga daquele encontro,
o vaso de flores, as xícaras chinesas,
que nos informam sobre a delicadeza
que o mundo deve ter.
Olho a paisagem, a arrumação
e, em tudo, percebo a canção invisível
de tuas mãos, da beleza que vem de você.
“Quando a escolha é sua inimiga e a compulsão é sua amiga.”Sem mestres, professores ou gurus, que opção tenho eu senão ensinar a mim mesma como andar? As vezes, não ter escolhas é a melhor opção. "

Eu tenho desejado deixar para trásO sibilar da mentira gastaE o contínuo lamento dos velhos terroresQue se fazem piores a cada diaQue se vai por cima do morro para dentro do mar profundo.Eu tenho desejado deixar para trás mas eu tenho medo;Alguma vida, ainda não vivida, poderá explodirPara fora da velha mentira queimando no chão,E, se despedaçando pelo ar, deixar-me meio-cego.Dylan ThomasLido por Castaneda em The Art of DreamingO que fazer com o medo?Eu comecei a ler um livro simplemente porque eu achei o título fantástico: SINTA O MEDO E FAÇA DE QUALQUER JEITO. É, obviamente, um desses livros de pensamento positivo que é beeem Pollyana e escrito num estilo beeem irritante, mas o título é fantástico! O título é tudo o que eu precisava ler. E também as tais das cinco verdades sobre o medo que a autora lista são bem úteis para se manter em mente.Vamos a elas:O medo nunca irá embora enquanto eu continue crescendo.A única maneira de se livrar do medo de fazer algo é sair...e fazer isso.A única forma de me sentir melhor comigo mesma e sair...e fazer isso.Não só eu irei experimentar medo sempre que eu estiver em um território desconhecido, mas também todo mundo experimenta o mesmo.Avançar através do medo é menos assustador do que viver com o medo constante do sentimento de incapacidade.Traduzido do livro Feel the Fear and Do It Anyway, by Susan JeffersEntão saiamos, ainda que arrisquemos ficar meio cegos. Mas nos já somos totalmente cegos. O que temos a perder?

Eu preciso de uma bússola. Eu preciso de um imã que me arranque fora de mim. Eu caminho às cegas, às quedas. Eu procuro algo, eu sempre estou procurando. Eu não sei o que é.Eu sei o que é. Eu procuro por mim, eu procuro pelo primeiro amor, pelo pequeno àtomo que gira e queima dentro do meu corpo e não me deixa descançar.Eu me cubro de inscrições, mapas cifrados para que eu possa me lembrar (uma amiga me disse que vou ficar toda rabiscada). Mas a mensagem mais importante eu gravei nas minhas costas, e as vezes eu esqueço.Quando eu durmo, eu durmo, e mesmo no sono mais leve eu me perco novamente.Eu escrevo músicas cármicas, palavras duvidosas e ambíguas.Eu desenho flores, borboletas e fadas, e são todas tão bizarras e distantes do jardim.Os anos passam, eu reconheço os da minha matilha, pelo menos isso eu conquistei.Tem algo me comendo por dentro, mas ainda assim, eu não consegui desaparecer.Continuo tentando.
Quando a árvore genealogica cai, precisamos de amigos que nos tirem da floresta, ou para dentro dela. Tenha cuidado, uma vez que a escuridão aparecer, a verdadeira natureza emergirá e tudo será permitido.
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“Preciso sim, preciso tanto alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto as minhas insônias insuportáveis.”
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Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguémEu segurei minhas lágrimas, pois não queria demonstrar a emoçãoJá que estava ali só pra observar e aprender um pouco mais sobre a percepçãoEles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razãoMas pra quem tem pensamento forte o impossível é só questão de opinião
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Desejou que ele estivesse logo de volta, para dizer coisas sem sentido (…), para sorrir de lado (…) uma saudade prévia, para ficar perto e fazê-lo rir de susto…”

segunda-feira, 10 de maio de 2010




Sabe de uma coisa? É bem verdade que nem tudo foi arco-íris e borboletas. Nem sempre o sol despontou no horizonte nas manhãs abafadas de dezembro. Mas eu preciso dizer que ainda que o dia lá fora estivesse cinzento, e as pessoas nas ruas andassem em passos largos como se o mundo fosse acabar em instantes, cá dentro havia uma brisa fresca que me acalmava sempre quando estava ao lado teu. Quando mirava nos teus olhos, percebia que os mesmos tinham o poder de transportar-me para além daqui. E visitava mundos até então desconhecidos. Sim, eu me reconhecia neles. E nem me lembrava de que um dia, havia vivido na escuridão; de que havia conhecido o sentido da palavra d-e-s-i-l-u-s-ã-o. Isso ficou lá atrás. Agora haveria de ser diferente. Sim, porque, era com você. Então, andei por aí cantando versos cor-de-rosa, jogando as mãos para o céu e agradecendo a sorte de ter encontrado alguém que estivesse sempre comigo. E é exatamente este, o desejo que me consome: o de que fiques sempre comigo...

QUERO UMA MASSAGEM !!!


TENHO MELHOR AMIGO DO MUNDO


Eu: Queria ir ver a Lady Gaga e ninguém quer ir comigoEle: Eu vou contigoEu: Mas nem é a tua onda e o bilhete é tão caroEle: Mas tu queres ir e não vais sozinha. Eu vou contigo

CATCHING THE BUTTERFLY...

"E eu vou continuar capturando aquela borboleta daqueles sonhos meus,daqueles meus sonhos lúcidos." [Catching the Butterfly - The Verve]O mais estranho é que quando nem mesmo meus sonhos mais lúcidos ou momentos mais realistas conseguem me manter acordado é porque devo correr na direção oposta.Mas o mais bizarro depois disso é que não quero correr na direção oposta.Quero sentir o ar na queda do precipício.Correr, empurrado pela força da gravidade, com destino à um só chão.Correndo atrás daquela borboleta, daqueles sonhos meus...Mesmo com aqueles inúmeros avisos e conselhos para não perseguir uma borboleta, pois se você tiver paciência, uma hora ou outra ela pousa em você.

O QUE ISSO IMPORTA ??

Não há nada mais sincero do que quando dizem que, com certeza, o sol vai brilhar no outro dia.Simples. Sempre. Sincero. Verdadeiro.As coisas verdadeiras têm uma extrema beleza por si só.Uma beleza que as mentiras mais profundas não conseguem apagar.Parafraseando um personagem do qual sou muito fã: "A intensa chama da Verdade queima sobre as mentiras".Vez ou outra é bom se lembrar disso. Principalmente se você é daquele tipo de pessoa que costuma se importar com as coisas. Se importar com as pessoas. Se importar.Mais do que deveria, principalmente.Porque muitas pessoas não se importam.E quanto mais cedo você se tocar disso, melhor.Afinal, não importa o quanto você tente ser legal.Não importa o quanto você tente ser justo e compreensivo.A vida e as pessoas simplesmente não te julgam desse modo. Não.Apesar de você saber que esse é o modo pelo qual se deve AGIR, o modo pelo qual se deve SER, simplesmente não adianta.Se importar é algo totalmente pessoal, porém, é imprescindível saber pelo o que as pessoas ao seu redor se importam.Afinal, estão ao seu redor, fazem parte da sua vida... querendo ou não.Aqueles aos quais damos os importantes títulos de "amigos" deveriam ter maior noção disso que os demais. Isso nem sempre acontece.Mas afinal, algo disso tudo realmente importa?Queda após queda, parece impossível aprender tal lição.Com certeza é uma missão pra se levar daqui pra eternidade.Ou apenas até o próximo nascer do sol...PS: Odeio meus posts de cunho pessoal, soam confusos, dramáticos e nem sempre me ajudam. Mas não posso evitar marcar tais coisas em algo mais resiliente do que a memória.

Não peçam que eu seja sempre perene. Sou intermitente nos meus infinitos e tenho meus momentos de introspecção. Às vezes fujo de mim para me encontrar nova e plena. Não peça que eu seja sempre feliz. Sou triste nos meus desfechos e tenho meus momentos de solidão. Não peçam que eu siga sempre. Sou feita de pausas e reticências que são movimentos da alma. Não peçam que eu me satisfaça. Sou feita de fome e desejos que se revelam em mim. Não me peçam... deixe que eu seja o vento, a música e o momento, o silêncio, a voz, o corpo, a alma, a saudade, o tempo e o futuro...

UM DIA TRISTE


Tem dias que são tristes por natureza... Amanhecem num cinza opaco, antecipando o momento da despedida. Os olhos querem ficar fechados ainda mais um pouco, retardando o desenrolar do dia que termina em despedida. As horas, rápidas, ultrapassam a vontade e desenham um caminho próprio, alheio à vontade de ficar mais um instante. E é em um instante que todo belo horizonte se afasta dos meus olhos, doendo a dor da saudade já sabida... Em um só instante, a despedida dos amigos, da família, do amor, meus amores, rasga o peito em dor e transborda em lágrimas. Sobrevôo minha cidade, minha casa, meu lar, indo ao encontro da cidade inóspita que eu insisto em habitar. Me espera a solidão do quarto com fotos das saudades dos que carrego comigo. A cidade me recebe com chuva, acolhendo toda tristeza anunciada desse dia triste.

Antes a morte,que perder o instante em que sorris.
Não me negueso milagre que inventas,a rosa que de súbitobrota da tua alegria.
Regresso por vezes com as mãosvazias, o corpo dormente,o sol já não morre, o marjá não preenche infinitos caminhos,mas logo tu sorris,e tudo regressa a sua mansa ordem,o mar que secara,ressurge dos teus lábios,o tempo que me atravessava comoum espada afiada, é agorao meu único refugio.
O teu riso, meu pão,sustenta os caminhos há muito estancadosque me guiavam ao teu colo... Escuta,o rio, as algas, o vento,que eu escutei um murmúrioe entendi o teu riso,essa porta que para mimse abre.