segunda-feira, 10 de maio de 2010


Antes a morte,que perder o instante em que sorris.
Não me negueso milagre que inventas,a rosa que de súbitobrota da tua alegria.
Regresso por vezes com as mãosvazias, o corpo dormente,o sol já não morre, o marjá não preenche infinitos caminhos,mas logo tu sorris,e tudo regressa a sua mansa ordem,o mar que secara,ressurge dos teus lábios,o tempo que me atravessava comoum espada afiada, é agorao meu único refugio.
O teu riso, meu pão,sustenta os caminhos há muito estancadosque me guiavam ao teu colo... Escuta,o rio, as algas, o vento,que eu escutei um murmúrioe entendi o teu riso,essa porta que para mimse abre.

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