
Sabe de uma coisa? É bem verdade que nem tudo foi arco-íris e borboletas. Nem sempre o sol despontou no horizonte nas manhãs abafadas de dezembro. Mas eu preciso dizer que ainda que o dia lá fora estivesse cinzento, e as pessoas nas ruas andassem em passos largos como se o mundo fosse acabar em instantes, cá dentro havia uma brisa fresca que me acalmava sempre quando estava ao lado teu. Quando mirava nos teus olhos, percebia que os mesmos tinham o poder de transportar-me para além daqui. E visitava mundos até então desconhecidos. Sim, eu me reconhecia neles. E nem me lembrava de que um dia, havia vivido na escuridão; de que havia conhecido o sentido da palavra d-e-s-i-l-u-s-ã-o. Isso ficou lá atrás. Agora haveria de ser diferente. Sim, porque, era com você. Então, andei por aí cantando versos cor-de-rosa, jogando as mãos para o céu e agradecendo a sorte de ter encontrado alguém que estivesse sempre comigo. E é exatamente este, o desejo que me consome: o de que fiques sempre comigo...

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